sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Além das gerações


futebol de mesa
Publicado em 4 de setembro de 2011 
Criado pelo brasileiro Geraldo Décourt, em 1930, o futebol de botão ainda é cultivado por alguns apaixonados
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Em Fortaleza, grupos de amigos como os da Associação de Futebol de Mesa do Ceará treinam semanalmente 
RAFA ELEUTÉRIO
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Os botoneiros Emanoel Lessa, Manoel Moura, Klerton Santana e Rafael Moreira competem profissionalmente

Em meio a uma verdadeira avalanche de jogos eletrônicos que arrebatam a atual geração de crianças e adolescentes, é difícil convencer um jovem a experimentar alguma brincadeira da época dos seus pais. Bila, bola de meia, arraia e pião deram espaço para os vídeo-games e computadores. No entanto, uma pratica em especial ainda resiste ao tempo e as novas parafernálias: o futebol de mesa.

Conhecido pelas gerações nascidas entre as décadas de 1930 (ano de sua criação) e 1990, este é um esporte genuinamente brasileiro que requer dos botonista (praticantes) concentração, rapidez, habilidade e técnica. Diante da paixão pelo esporte e da necessidade de espaço para a realização de treinos, um grupo de amigos fundou em Fortaleza, em 2004, a Associação de Futebol de Mesa do Ceará. Atualmente, com 15 sócios, o grupo conta com botonistas, com idade entre 16 e 75 anos.

"O futebol de mesa, durante muito tempo, foi estigmatizado como brincadeira de criança. Hoje em dia, a prática é reconhecida pelo Ministério do Esporte, já possuí uma Confederação Brasileira de Futebol de Mesa e torneios que são disputados a nível local, nacional e internacional", explica o presidente da Associação, Manoel Moura.

Com treinos as segundas, quintas e aos sábados, os botonistas cearenses já despontam no cenário esportivo nacional. No entanto, a falta de patrocínio ainda é um dos principais obstáculos enfrentados pelos competidores que arcam com todas as despesas. "A falta de divulgação e de interesse das novas gerações podem acabar levando este esporte ao esquecimento", afirmou Moura.

Ele acrescenta que qualquer interessado pode participar dos encontros e treinar com os demais botoneiros. Para tanto, basta entrar em contato com Manoel Moura (Celular: 9989.4080) ou com Klerton Santana (8801.6069).

Grupo mantém viva a prática do futebol de mesa

paixão
POSTADO POR THIAGO WAGNER DA SILVA ÀS 14:15 EM 15 DE SETEMBRO DE 2011
Em uma época dominada por jogos de videogames sobre futebol como as séries FIFA e Pro Evolution Socccer(PES), ainda há espaço para uma prática da infância dos anos 80 e 90, o futebol de botão ou futebol de mesa como os praticantes deste desporto gostam de chamar. A "brincadeira" ainda é popular entre adultos e crianças, independente da idade.
Foi pensando nisso, que um grupo de amigos resolveu criar na Ilha do Retiro um espaço para jogar o futebol de mesa. O local, que reúne pessoas de todas as idades, fica aberto a partir das 19h nas quartas e sábados. "Nós crescemos jogando o antigo futebol de botão, depois ficamos mais velhos e continuamos com a prática mais profissional", explica Adolfo Paulino, um dos idealizadores do projeto.

Para criar o espaço, o grupo contou com a colaboração do Sport. O clube cedeu a sala contanto que os jogadores realizassem uma escolinha de futebol de mesa."Nós recebemos a sala do Sport e reformamos tudo, compramos o material e climatizamos. Em troca nós abrimos uma escolinha aqui. Já temos duas crianças da comunidade do Caranguejo aprendendo conosco", afirma Pedro Cirne.

Adolfo ainda comenta que apesar de ter o objetivo inicial de diversão, o futebol de mesa é uma prática profissional com direito a uma confederação nacional e campeonatos. "Hoje, o futebol de mesa possui regulamentção e confederação própria. Sempre há competições nacionais que reúnem muitos botonistas, explica.

Os torneios organizados geralmente acontecem em finais de semana ou em feriadões, já que todos os jogadores possuem outras atividades profissionais. "Aqui no nosso espaço tem advogado, tem engenheiro, tem funcionário público, dentre outras profissões, aqui é tudo bem diversificado", afirma Pedro.

O clima de camaragagem entre os "atletas" pode ser observado não só nos treinos e amistosos dos amigos como também nas competições oficiais. "O clima é tão fair-play que nós dificilmente pedimos árbitro nos jogos de campeonatos, a exceção é feita em decisões quando um dos participantes arbitra", salienta Adolfo

Tamanho amor ao futebol de mesa justifica o fato do Brasil ser a maior potência na modalidade."O Brasil tem o atual campeão mundial de futebol de mesa, o Marcus Zuccato. O país é considerado uma potência, só os países do Leste Europeu conseguem chegar perto de nós", explica Alexandre Raposo.

No âmbito nacional São Paulo ainda é o grande praticante segundo Adolfo. "Os paulistas jogam muito futebol de mesa, inclusive lá é o único estado que tem uma pessoa que consegue viver do futebol de mesa, que é o Marcus", comenta.

E para quem pensa que o futebol de mesa é apenas para os homens Adolfo esclarece que também há mulheres praticantes. "Ainda tem muito homem, mas com o tempo tem aparecido algumas mulheres,existe até uma menina em Caruaru que joga muito, a Tainá". 

Quando perguntados sobre o maior problema da prática, Adolfo e os amigos falam com humor " O único problema são nossas mulheres que ficam brigando conosco um pouco, mas a gente sempre explica que é melhor estar aqui do que no bar", brinca.

Para saber mais sobre o futebol de mesa acesse o portal da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM):  http://cbfmdisco.wordpress.com/

Pentinho

Durante a entrevista com os botonistas, um jogador chamou a atenção. Alexandre Raposo, o "Pentinho", como é conhecido, tem esse apelido ser o único jogador que pratica a modalidade usando um pente. "Eu jogo futebol de mesa há 30 anos, aprendi com meu pai usando o pentinho, desde então sempre uso o pente para jogar, não consegui me adaptar a essas paletas", explicou.



 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vibração e entusiasmo no Futebol de Mesa


http://pgfutmesa.blogspot.com/


Como em qualquer outro esporte, o futebol de mesa já provou que também é muito eficientepara gerar benefícios para a saúde de quem o pratica. Alguns desses benefícios são:
Fortalecimento da concentração, desenvolvimento do raciocínio por causa das estratégias postas em jogo, equilíbrio do emocional e tantos outros que poderiam ser aqui registrados. Mas talvez um dos mais importantes, se não o principal, é a vibração entusiasmada, que deve entrar em campo juntamente com os nossos botões.


Esporte é sinônimo de vibração e energia. Não dá para se envolver em algum tipo de esporte ou jogo sem a devida vibração. Sem isto, a atividade esportiva fica com cara de dia chuvoso, chato e frio.


Acredito que a camisa doze de qualquer equipe deva ser a vibração. Isto eleva a vontade de vencer e de ir além. Na verdade, a vibração e o entusiasmo é que faz tudo valer à pena, sobretudo em um esporte como o futebol de mesa, cujas tensões às vezes vão longe demais, especialmente em torneios.




Não consigo imaginar um esporte cujas vibrações e alegrias são castradas. Exigir que uma criança ou adolescente contenha sua vibração na hora mais importante de uma partida, como marcar um gol, é no mínimo uma insensibilidade que pode ser desastrosa. Digo desastrosa porque pode levar os mais vibrantes a permitir que a paixão morra.


Em minha opinião, o futebol em si nasceu para a alegria. No futebol de mesa não deve ser diferente. Jogar botão com vibração, tudo a ver.




Que em maletas recheadas de apetrechos para a prática do nobre futebol de mesa, nunca falte uma porção generosa de vibração, alegria e entusiasmo.

Seja vibrante, seja vivo!

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